Desmontagem de passarela com risco de queda em Belém causa transtornos no trânsito e motoristas furam bloqueio
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Interdição na avenida Júlio César causa trânsito intenso em Belém
O trânsito ficou complicado na manhã desta quarta-feira (11) em Belém devido à interdição na avenida Júlio César, para desmontagem de uma passarela recém-entregue e com risco de queda.
Motos, e até carros, furaram o bloqueio, invadindo meio-fio e acessando o canteiro central da obra em meio a ciclistas e pedestres, além dos operários.
Com o fluxo interrompido devido à interrupção, os motoristas ficaram sem acesso ao elevado no sentido da avenida Pedro Álvares Cabral, uma importante via de acesso ao centro da cidade.
Por volta das 8h, não havia agentes de trânsito orientando os condutores. A situação foi mostrada ao vivo no Bom Dia Pará - (veja no vídeo acima).
O bloqueio causou engarrafamentos desde o início da manhã em vias ligadas à Júlio César. A avenida também dá acesso ao Aeroporto Internacional de Belém.
Interdição na avenida Júlio César provoca trânsito intenso em Belém
Reprodução / TV Liberal / Waze
Passarela com risco de cair
O vão central da passarela da avenida Júlio César tem cerca de 36 metros e começou a ser desmontado na noite de terça-feira. A estrutura foi interditada na sexta-feira (6) após a identificação de risco de queda.
A passarela integra as obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, uma das construções prometidas para a COP 30 pela Prefeitura de Belém que foi não entregue a tempo para a conferência que recebeu 42 participantes.
O tráfego de veículos na avenida Júlio César foi bloqueado nos dois sentidos da avenida, entre a Pedro Álvares Cabral e o Conjunto Bela Vista, a partir das 20h de terça (10). A previsão é que o trecho seja liberado em até 24 horas após o término da operação.
Avenida Júlio César segue interditada para retirada de passarela em Belém
De acordo com o diretor de Transporte da secretaria, Isaias Reis, 16 agentes foram acionados para atuar em pontos estratégicos para reduzir os impactos no tráfego.
“Teremos agentes nos acessos a partir do viaduto da Pedro Álvares Cabral, no Conjunto Bela Vista e na subida do elevado pela Centenário. O trânsito deverá se desviar principalmente pelas avenidas Almirante Barroso e Artur Bernardes”, explicou.
Estrutura será levada para análise
O desmonte será feito com guindastes de grande porte, e as peças da passarela serão transportadas para um espaço técnico, onde passarão por uma análise detalhada.
“A passarela segue estável e é monitorada pelos técnicos, com auxílio de topógrafo. Mesmo assim, decidimos agir de forma preventiva. A prioridade é garantir que, quando for reinstalada, ela ofereça total segurança para os pedestres”, afirmou o titular da Seinfra, Arnaldo Dopazo.
Passarela do Parque São Joaquim é interditada após risco de queda em Belém.
Reprodução/redes sociais
O secretário reforçou que a remoção foi decidida em conjunto com o Consórcio Igarapé São Joaquim, responsável pela obra.
O município informou que todos os custos da desmontagem, transporte e eventual reforço estrutural serão bancados pelo consórcio, sem ônus para a Prefeitura.
O Consórcio Igarapé São Joaquim é formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia.
Em nota, o grupo disse que seu corpo técnico está “totalmente mobilizado” e atua com prioridade máxima para identificar as causas da falha e definir soluções de engenharia que eliminem riscos e minimizem impactos à população.
Passarela já havia apresentado falhas
Em outubro de 2025, logo após ser instalada, uma carreta quase ficou presa ao passar sob a passarela. Dias depois, dois caminhões-cegonha ficaram retidos, o que gerou engarrafamentos e obrigou técnicos a elevar a altura da estrutura de 4,5 para 5,2 metros.
Após o incidente mais recente, na sexta (6), a Prefeitura abriu um procedimento administrativo para apurar as causas e possíveis responsabilidades técnicas do consórcio.
Obra da COP
O Parque Urbano Igarapé São Joaquim é uma dasr obras prometidas para a COP 30. O projeto se estende por 5 km, da avenida Júlio César, no bairro da Marambaia, até as margens da Baía do Guajará, atravessando seis bairros da capital paraense.
Com orçamento total de R$ 173 milhões, sendo R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões da Prefeitura de Belém, a obra é gerida pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan).
Os trabalhos começaram em julho de 2024 e tinham previsão de conclusão da primeira etapa em outubro de 2025.
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