Suspeito de operar banco digital com sede em Palmas e que movimentou R$ 8 bilhões para facção é preso no TO, diz polícia

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Banqueiro digital de facção é preso no Tocantins O suspeito de criar e operar o “banco digital 4TBANK”, que funcionava em Palmas, foi preso no Tocantins. Foragido da Justiça de São Paulo, João Gabriel de Mello Yamawaki é apontado nas investigações como um dos principais operadores financeiros do PCC. O investigado já passou por audiência de custódia e permanece preso no Estado. Segundo o inquérito da Operação Decurio, da Polícia Civil de São Paulo, João Gabriel teria criado um banco digital chamado 4TBANK, com sede em um prédio no centro de Palmas e filiais em outros três estados. De acordo com as investigações, a instituição realizava movimentações financeiras ilegais que podem chegar a R$ 8 bilhões. A defesa informou ao g1 e TV Anhanguera, que João Gabriel foi preso de forma ilegal em ação penal que tramita na 2ª Vara de Crimes Tributários. "Durante a tramitação da ação vem demonstrando sua inocência em relação às acusações que lhe são imputadas" (leia a nota na íntegra abaixo). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O Banco Central informou que a empresa nunca recebeu autorização para funcionar. João Gabriel estava foragido da Justiça de São Paulo desde abril de 2025. Ele foi preso enquanto uma força-tarefa de policiais tentava localizar suspeitos de envolvimento em um voo clandestino que transportou 500 kg de cocaína em um avião que saiu da Bolívia e pousou em Paranã, no interior do Tocantins. LEIA TAMBÉM Acidente entre caminhonete e caminhão deixa um morto e três feridos na BR-153 Arquiteto que gravou gari na chuva diz ter ficado 'decepcionado' com advertência aplicada ao trabalhador pela prefeitura Tocantins está sob alerta vermelho de chuvas, que indica grande perigo Suspeito foi preso no Tocantins Divulgação/ Polícia Militar Segundo o boletim de ocorrência, ao qual a TV Anhanguera teve acesso, o gerente de uma fazenda relatou à polícia que um homem aparentemente nervoso e assustado chegou ao local a pé, sem camisa, pediu água e não informou sua identidade, dando a impressão de que estaria fugindo de alguém. Ainda conforme os policiais responsáveis pela prisão, João Gabriel se entregou e não ofereceu resistência. Durante a audiência de custódia, o preso informou que estava cansado, sem beber água e que teria andado muito. “Eu estava muito cansado, sem comer e beber água. Já tinha andado cerca de quarenta quilômetros quando eles chegaram. Simplesmente me abordaram e disseram: ‘Perdeu, está preso. Seu nome?’ Eu falei meu nome e disse: ‘Estou muito fraco, não consigo nem andar’. Eles nem colocaram algemas", contou na audiência. O suspeito também era investigado pela Operação Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Tocantins). Ele foi alvo da Operação Serras Gerais, deflagrada em maio, que teve como objetivo interromper o fluxo de narcoaviões na região sudeste do Tocantins e combater a lavagem de dinheiro obtido com o transporte aéreo de grandes remessas de cocaína. O investigado está preso na Unidade Penal de Palmas desde a última sexta-feira, em uma cela de triagem, a fim de garantir a segurança e a estabilidade da unidade penal, que atualmente abriga cerca de 900 homens e opera com capacidade três vezes acima do limite permitido. Sobre a situação na Unidade Penal de Palmas, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que mantém o monitoramento da relação entre a quantidade de vagas e o número de custodiados (leia na ínegra abaixo). Nota defesa de João Gabriel de Mello Yamawaki João Gabriel de Mello Yamawaki foi preso de forma ilegal em ação penal que tramita perante a 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital - São Paulo. Durante a tramitação da ação vem demonstrando sua inocência em relação às acusações que lhe são imputadas e tem convicção de que ao fim do processo será absolvido. Com relação as apurações de conexão de João Gabriel de Mello Yamawaki como investigado na Operação Serras Gerais, refuta categoricamente tais ilações, não tendo nenhum conhecimento ou envolvimento com tais fatos. Íntegra de nota da Seciju A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informa que o interno João Gabriel de Mello Yamawaki encontra-se sob custódia na Unidade Penal de Palmas e segue à disposição do Poder Judiciário, atendendo a todos os trâmites legais e procedimentais previstos para o caso. Quanto à gestão da Unidade Penal de Palmas (UPP), a Secretaria ressalta que mantém o monitoramento da relação entre a quantidade de vagas e de custodiados, em conformidade com as diretrizes da Lei de Execução Penal (LEP). Vale lembrar que, com o objetivo de modernizar o sistema prisional e reduzir o deficit de vagas no Estado, o Governo do Tocantins realizará as obras da Unidade Penal Serra do Carmo, em Aparecida do Rio Negro. O novo complexo contará com 600 vagas, o que permitirá a redistribuição estratégica da população carcerária e o aprimoramento das condições de custódia na região central. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/03/02/suspeito-de-operar-banco-digital-com-sede-em-palmas-e-que-movimentou-r-8-bilhoes-para-faccao-e-preso-no-to-diz-policia.ghtml


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