Trump busca ativamente mudança de regime em Cuba até o fim do ano, diz jornal
22/01/2026
(Foto: Reprodução) O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está "ativamente buscando" uma mudança de regime em Cuba, segundo o jornal Wall Street Journal.
Em uma reportagem publicada nesta quarta-feira (21), o veículo afirma que a administração do republicano procura pessoas influentes em Havana para fechar um acordo para derrubar o regime comunista até o final do ano.
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Ainda segundo o jornal, o governo dos EUA avaliou que a economia cubana se encontra à beira de um colapso e afirmou que o regime nunca esteve tão vulnerável. Isso desde que perdeu um aliado estratégico fundamental, como o venezuelano Nicolás Maduro.
“Sugiro fortemente que eles façam um acordo. ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, declarou o presidente Trump em uma publicação nas redes sociais em 11 de janeiro. No mesmo texto, o republicano afirmou que “NENHUM PETRÓLEO OU DINHEIRO” seria enviado a Cuba.
Em resposta, no X, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu que "como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA".
Em comunicado encaminhado ao jornal, o Departamento de Estado declarou que é fundamental para a segurança nacional dos Estados Unidos que Cuba seja administrada de forma eficaz por um governo democrático e não permita a presença de serviços militares e de inteligência de países adversários.
Trump usa redes sociais pra ameaçar Cuba
Embora não exista um plano concreto para derrubar o governo comunista presente na ilha há quase 70 anos, autoridades americanas veem a captura de Maduro e as concessões feitas por seus aliados como um exemplo e, ao mesmo tempo, um alerta para Havana.
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➡️No dia 3 de janeiro, o exército dos EUA realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro. Na época, Havana informou que 32 de seus cidadãos morreram na ofensiva.
Após a invasão, Trump apoiou a presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice-presidente de Maduro, mediante a cooperação da venezuelana.
Trump em Davos
Evan Vucci/AP